Sessão 16: Traduções

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Re: Sessão 16: Traduções

Mensagem por Marcelo Dior em Qui Mar 05, 2009 9:06 pm

Fernando F escreveu:Realmente acho que tem coisas menos pior, ou nem traduzir uma vez que a palavra warforged nao existe. Pena que isto nao vai existir, só ver o exemplo do warlord.
Jogadores que usarem o livro em dervinês, dêem graças a deus, porque o Douglas D3 queria traduzir warlord como caudilho.
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Re: Sessão 16: Traduções

Mensagem por DM Rafael em Sex Mar 06, 2009 4:38 pm

Primeiramente, gostaria de dar meu testemunho: houve o tempo em que eu dependia da Devir para comprar meus livros importados, naquela época das trevas quando não tinha um cartão de crédito internacional e não podia contar com nossa poderosa aliada Amazon.

Os livros importados, por algum estranho motivo, levavam (e ainda levam) MUITO tempo para cherarem às prateleiras das lojas. O War of the Lance (cenário de campanha) levou mais de um ano.

Em dezembro de 2008, passei numa loja de RPG daqui do Rio para comprar o Star Wars Saga para presentear ao meu irmão. Preferiria a Amazon, mas simplesmente não tinha tempo hábil. Fiquei surpreso ao ver que ainda estava para chegar o Threats of the Galaxy: o SEGUNDO de SEIS suplementos já lançados. E ainda estava PARA CHEGAR!

E só por ficar embarrerando a entrada dos livros importados, a todos os nove infernos são pouco para Devir.


Bom, dito isso, gostaria de dar minha posição sobre a atitude da Devir de traduzir tudo no D&D 4e: acho ótima!

Acho ótima porque se é uma versão em português, o jogador brasileiro tem o direito de ver os termos e nomes em sua língua. Problemas de tradução de lado, acho a atitude muito boa. Traduzir os termos aproxima mais o jogador do jogo, ajuda a dar aquele ar exótico tão necessário à fantasia, além de possivelmente contribuir para o vocabulário.

Nomes como draconato ou Profundáguas (ainda que não teha sido esse o nome final) não me parecem ser mais estranhos do que os originais devem ser para as pessoas de língua inglesa. Exemplo disso é o "blooded" que muita gente questiona um elemental ou um esqueleto sangrar, mas é o termo.

Não tenho nada contra o trespassar da edição 3.0, alias (apesar de urrar com o "CLEAVE!"em minhas mesas). Ah! Uma curiosidade: existe o verbo CLIVAR em português, mas acredito que o sentido seja lijeiramente diferente do que o do jogo. Mas não muito :-)

Enfim, como a maioria aqui, não acredito que a Devir vai ter um grande resultado. Mas a ATITUDE em si, esta eu acho louvável.
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Re: Sessão 16: Traduções

Mensagem por Allian em Sex Mar 06, 2009 5:29 pm

só tomara que a atitude dela não seja que nem na 3.5 e pare na altura dos cores e deixe o resto ao relento.
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Re: Sessão 16: Traduções

Mensagem por DM Rafael em Sex Mar 06, 2009 8:29 pm

Allian escreveu:só tomara que a atitude dela não seja que nem na 3.5 e pare na altura dos cores e deixe o resto ao relento.

Desculpe, não entendi entendi o que você quis dizer. Hmmm...
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Re: Sessão 16: Traduções

Mensagem por Marcelo Dior em Sex Mar 06, 2009 8:35 pm

Acho que o que o Alian quis dizer é que a Devir publicou os core rulebooks do D&D 3e, mais alguns suplementos tardiamente, e depois deixou os consumidores a deus-dará, e que ele espera que a editora não faça o mesmo com a 4e.

E eu digo, parafraseando Raistlin Magere, que "esperança é negação de realidade".

Edit:
E com esta postagem eu virei tenente. Frenzied


Última edição por cimmerian em Sex Mar 06, 2009 8:37 pm, editado 1 vez(es) (Razão : jactância)

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Re: Sessão 16: Traduções

Mensagem por DM Rafael em Sex Mar 06, 2009 8:58 pm

O Rastlin sempre foi um filho da mãe, mas era um cara esperto e sabia das coisas.

A menos que o D&D 4e tenha uma penetração muito grande no mercado, o que eu acho difícil de acreditar, os suplementos continuarão sair espaçados, as pessoas vão implorar este ou aquele livro e os lançamentos não vão comprir com os prazos. E nem precisa ser Mãe Dinah pra saber disso!

Mas a verdade é que é REALMENTE difícil acompanhar o D&D. Para fazer uma comparação, o Star Wars Saga que também é da Wizards e que também faz um grande sucesso, tem uma fração da frequência de lançamentos. Daqui a dois meses, o Saga completa dois anos. E o D&D 4e já nem um ano tem, já ultrapassou o total de suplementos. E cada mês tem mais coisa.
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Re: Sessão 16: Traduções

Mensagem por Allian em Sex Mar 06, 2009 9:27 pm

na verdade o que eu digo nem é dos atrasos (disso agente xinga depois) o que eu reclamo é que a devir tinha em suas mãos licenças para publicação de toda a serie de D&D e mesmo assim só publicou poucos livros. não foi questão de atraso, ele resolveu que não valia a pena publicar e como a licença ja estava na mão da devir, nenhuma outra editora tinha o direito de traduzir os livros. um beco sem saída pra quem não fala inglês (boa parte do meu grupo).

livros como magic of incarnum (meu predileto), tome of 9 swords, metade dos completes, playerhandbook2 e a lista vai longe.

ps.: Raist é o cara!! sou muito fã dele ^^


cimmerian escreveu:E com esta postagem eu virei tenente.
vocês que se segurem porque eu vou fazer o mesmo que fiz la no ddbrasil. muahuahuahauhau!!!
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Re: Sessão 16: Traduções

Mensagem por DM Rafael em Sex Mar 06, 2009 10:07 pm

Allian escreveu:
cimmerian escreveu:E com esta postagem eu virei tenente.
vocês que se segurem porque eu vou fazer o mesmo que fiz la no ddbrasil. muahuahuahauhau!!!
Aliás, quantas postagens vou ter que fazer pra deixar de ser recruta? Isso é humilhante! Anos de estudo para ser um tenente-comandante de ciências para voltar a ser recruta. Nem alferes eu sou!

Off-topic: meu último personagem de Star Trek (do sistema da LUG, que me pareceu ser melhor que da Decipher) era chefe de ciências e tb foi um drone semi-indivíduo durante a guerra borg. Era maneiro porque era um tinha um skill único: xenotecnologia! borg 1
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Re: Sessão 16: Traduções

Mensagem por Brenno em Sex Mar 06, 2009 11:07 pm

Essa questão das traduções a meu ver nunca terá fim, tendo em vista que há numericamente tantos que adoram quanto os que odeiam.

Apesar disso, vocês não expuseram um aspecto que acho muito importante neste tipo de discussão: Será que temos um público tão significativo em termos de consumo de RPG ao ponto de que as empresas do segmento precisem expandir a quantidade de suas publicações?

Lá nos primórdios de minha geração de xerocadores de livros "raros", costumávamos achar sem titubear que sim, afinal não havia livros em português (ao menos brasileiro) e mesmo os importados eram absurdamente difíceis de obter (original então, só na mão de um afortunado), mas hoje, há uma quantidade razoável de produtos traduzidos (o que não quer dizer a ponto de satisfazer a todos) para ocupar muita gente por anos.

Falando apenas do d&d por exemplo, conheçi nestes últimos anos muitos que ainda jogam o d&d da caixa, preta o ad&d, o d&d 3E e o 3.5 que mantém seus jogos com seus velhos livros (eu me incluo) mesmo sem terem conseguido obter todos os lançamentos do seu sistema favorito e não se sentiram impelidos a ter de acompanhar as substituições ou de completar os produtos do sistema/cenário.

Li numa lista de discussão sobre a DEVIR alegar pouco antes do anúncio da 4E que os livros 3.0 eram os mais vendidos do d&d nacional e vendiam bem mais que os 3.5 (vejam bem, não estou defendendo a DEVIR, só raciocinando).

Certo ou não, parece-me claro ao menos que o perfil do jogador brasileiro sempe foi diferente dos de outros países (sempre me lembro do célebre comentário do Steven GURPS Jackson numa das vezes em que veio a um Encontro de RPG nessas horas) e que tal característica transparece em termos de consumo do jogo também.
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Re: Sessão 16: Traduções

Mensagem por Marcelo Dior em Sex Mar 06, 2009 11:15 pm

Brenno escreveu:Apesar disso, vocês não expuseram um aspecto que acho muito importante neste tipo de discussão: Será que temos um público tão significativo em termos de consumo de RPG ao ponto de que as empresas do segmento precisem expandir a quantidade de suas publicações?
A Devir fala que nosso mercado é insignificante, que mesmo o espanhol (melhor: em língua castelhana) é duas vezes e meia nosso mercado.

Mas quanto da magreza do mercado brasileiro de RPG é culpa da própria Devir, que demora para lançar um livro, e quando o faz, publica um produto caro e de qualidade inferior à versão original? Sou viciado em comprar literatura como uma mulher é viciada em comprar sapatos, e nos últimos dois anos estou vendo que as editoras nacionais têm baixado muito o preço de literatura, tanto investindo em tiragens de menor custo quanto baixando sua margem de lucro. E o que tem havido? Só a Saraiva vendeu em dezembro último 30% a mais do que vendeu no mesmo mês de 2007 — e a Saraiva é uma livraria pequena, com apenas 14 lojas.

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Re: Sessão 16: Traduções

Mensagem por DM Rafael em Sex Mar 06, 2009 11:21 pm

E qual foi o comentário do Steve Jackson, afinal? Fiquei curioso. Ou foi exatamente isso, sobre o perfil diferente?

Em todo caso, acredito que esse assunto do consumo foi tocado sim, e na verdade é um dos pontos que a Devir mais se defende: ela não lança mais porque não se vende a altura.

Mas a dúvida que sempre fica é: não vende porque é caro ou é caro porque não vende?

Dizem os defensores (sem trocaditlho) que 3D&T vendia horrores. Mas até é ai, é difícil comparar um livro de verdade com uma revistinha-módulo. Obviamente não me refiro a qualidade de sistema nem nada do gênero, e sim de custo de produção gráfica.

O ponto é: no Brasil, preço baixo fala mais alto.
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Re: Sessão 16: Traduções

Mensagem por Brenno em Sex Mar 06, 2009 11:50 pm

cimmerian escreveu:
Brenno escreveu:Apesar disso, vocês não expuseram um aspecto que acho muito importante neste tipo de discussão: Será que temos um público tão significativo em termos de consumo de RPG ao ponto de que as empresas do segmento precisem expandir a quantidade de suas publicações?
A Devir fala que nosso mercado é insignificante, que mesmo o espanhol (melhor: em língua castelhana) é duas vezes e meia nosso mercado.

Mas quanto da magreza do mercado brasileiro de RPG é culpa da própria Devir, que demora para lançar um livro, e quando o faz, publica um produto caro e de qualidade inferior à versão original? Sou viciado em comprar literatura como uma mulher é viciada em comprar sapatos, e nos últimos dois anos estou vendo que as editoras nacionais têm baixado muito o preço de literatura, tanto investindo em tiragens de menor custo quanto baixando sua margem de lucro. E o que tem havido? Só a Saraiva vendeu em dezembro último 30% a mais do que vendeu no mesmo mês de 2007 — e a Saraiva é uma livraria pequena, com apenas 14 lojas.


Que a DEVIR tem sérios problemas quanto ao tratamento e qualidade dos livros de rpg que publica é um fato, mas na questão de ser responsável pelo alto/baixo consumo eu tenho lá minhas dúvidas pelos argumentos que expus... Não creio que possamos estabelecer uma comparação entre o tipo de relação do consumo de livros em geral (que possui diversos públicos) com os de rpg, cujo universo em termos de proposta e consumo é bem diferente.

A meu ver, seria bem interessante se fosse viável um acesso dos consumidores aos valores brutos reais de venda das editoras de rpg para uma analise mais adequada...
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Re: Sessão 16: Traduções

Mensagem por Brenno em Sab Mar 07, 2009 12:07 am

DM Rafael escreveu:E qual foi o comentário do Steve Jackson, afinal? Fiquei curioso. Ou foi exatamente isso, sobre o perfil diferente?

Em todo caso, acredito que esse assunto do consumo foi tocado sim, e na verdade é um dos pontos que a Devir mais se defende: ela não lança mais porque não se vende a altura.

Mas a dúvida que sempre fica é: não vende porque é caro ou é caro porque não vende?

Dizem os defensores (sem trocaditlho) que 3D&T vendia horrores. Mas até é ai, é difícil comparar um livro de verdade com uma revistinha-módulo. Obviamente não me refiro a qualidade de sistema nem nada do gênero, e sim de custo de produção gráfica.

O ponto é: no Brasil, preço baixo fala mais alto.


Pois é DM Rafael...

O comentário do Jackson ao qual me referi era sim sobre a diferença no perfil dos jogadores daqui para os americanos. Segundo ele, considerava que nós jogávamos de forma mais entusiasmada e envolvida com a história e menos com as regras na comparação com os jogadores gringos (aliás, isso dá uma outra discussão interessante).

Já na questão do "efeito Tostines" (desculpa pessoal, não resisti...) se o mais barato vende mais por aqui, então vamos todos dar o braço a torcer para Talismã e seus produtos, pois foram verdadeiros sucessos de consumo. A estratégia de oferecer produtos mais simples (em termos de variedade, arte gráfica, etc) em larga escala e por preços muitíssimo menores que as concorrentes de fato deram um tremendo resultado... Tormenta (cenário que detesto por sinal) formou toda uma geração de jogadores- fãs, onde muitos desconhecem os cenários de d&d que serviram de fontes de influência e ao que parece não lhes faz falta tal referência.
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Re: Sessão 16: Traduções

Mensagem por DM Rafael em Sab Mar 07, 2009 1:05 am

Brenno escreveu:Já na questão do "efeito Tostines" (desculpa pessoal, não resisti...)
E o mais engraçado é que a geração de hoje nem deve ter idéia do que estamos falando. Não é louco isso?

Brenno escreveu: se o mais barato vende mais por aqui, então vamos todos dar o braço a torcer para Talismã e seus produtos, pois foram verdadeiros sucessos de consumo. A estratégia de oferecer produtos mais simples (em termos de variedade, arte gráfica, etc) em larga escala e por preços muitíssimo menores que as concorrentes de fato deram um tremendo resultado... Tormenta (cenário que detesto por sinal) formou toda uma geração de jogadores- fãs, onde muitos desconhecem os cenários de d&d que serviram de fontes de influência e ao que parece não lhes faz falta tal referência.

Acho que Tormenta e afins tiveram seus méritos, afinal, ajudaram a arrebanhar várias pessoas para o rpg. Se esses jogadores vão um dia migrar para jogos mais elaborados, já são outros quinhetos. Pelos menos foi uma estratégia alternativa que deu certo.

E falando em estratégia, não sei o trabalho de pesquisa que a Abril realizou, mas ao menos vi que na época do lançamento do AD&D em português, houve uma grande exposição na mídia. Será que não falta um pouco disso? Pesquisa de mercado e publicidade bem planejada?
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Re: Sessão 16: Traduções

Mensagem por Allian em Sab Mar 07, 2009 9:14 am

DM Rafael escreveu:
Brenno escreveu:Já na questão do "efeito Tostines" (desculpa pessoal, não resisti...)
E o mais engraçado é que a geração de hoje nem deve ter idéia do que estamos falando. Não é louco isso?

não subestime a minha geração, sei muito bem da propaganda, como ja vi guaraná com rolha e eu assisti tv cruj do começo ao fim Frenzied


sobre o mercado brasileiro, eu acredito que o que acontece com o mercado é mais ou menos o que acontece comigo. uns 80% dos rpgistas sérios que tem disponibilidade e situação para comprar livros, falam inglês, nem que arranhado. isso é fato, a massa rpgista, mesmo no brasil, é mais culta do que a media do pais. e dai? e dai que o livro importado é melhor, mais bonito, mais bem feito, mais barato, dura mais, não tem erros de tradução e até ajuda a melhorar seu inglês dependendo de o quanto você ja sabe. agora me diz porque eu vou comprar um livro "nacional" de segunda categoria e pagar mais por isso?

fazendo uma analogia, é mais ou menos como lançar um refrigerante a base de guaraná aqui no brasil com gosto de xarope e vender a latinha a 5 reais. ai depois cancelar o produto falando que o brasil não tem mercado. claro que tem, simplesmente o publico ja tem um produto igual mais de maior qualidade e mais barato (guaraná antártica).

o que a devir não entende é que o mercado para rpgs existe, mais ela vai ter que concorrer com o produto importado.
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Re: Sessão 16: Traduções

Mensagem por Brenno em Sab Mar 07, 2009 11:40 am

DM Rafael escreveu: E falando em estratégia, não sei o trabalho de pesquisa que a Abril realizou, mas ao menos vi que na época do lançamento do AD&D em português, houve uma grande exposição na mídia. Será que não falta um pouco disso? Pesquisa de mercado e publicidade bem planejada?

Não sei se a propaganda foi o grande diferencial para o ad&d quando veio, pois já havia um grande número de jogadores de xerox que "compraram a idéia" de uma versão nacional, assim como os que haviam conhecido o d&d via caixa preta ou Aventuras Fantásticas (Eita livrinhos bacanas para iniciantes). Acho que para termos certeza, precisariamos ter visto mais lançamentos do ad&d versão Abril de forma prolongada.
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Re: Sessão 16: Traduções

Mensagem por Brenno em Sab Mar 07, 2009 11:54 am

Allian escreveu: não subestime a minha geração, sei muito bem da propaganda, como ja vi guaraná com rolha e eu assisti tv cruj do começo ao fim Frenzied

sobre o mercado brasileiro, eu acredito que o que acontece com o mercado é mais ou menos o que acontece comigo. uns 80% dos rpgistas sérios que tem disponibilidade e situação para comprar livros, falam inglês, nem que arranhado. isso é fato, a massa rpgista, mesmo no brasil, é mais culta do que a media do pais. e dai? e dai que o livro importado é melhor, mais bonito, mais bem feito, mais barato, dura mais, não tem erros de tradução e até ajuda a melhorar seu inglês dependendo de o quanto você ja sabe. agora me diz porque eu vou comprar um livro "nacional" de segunda categoria e pagar mais por isso?


Verdade Allian, se não me engano, as propagandas Tostines tiveram muitas versões por bastante tempo, rsrsrsrsrs.

Já sobre sua explicação do público de rpg ser formado por leitores de lingua inglesa na maioria até poder ser, mas com certeza o público maior da Devir e outras editoras (Ou deveria ser) não são os jogadores que lêem e compram material em inglês (me incluo nestes) e sim quem não lê ou prefere ter/ler os produtos em Português. Na imensa maioria das listas e fóruns que frequento é de praxe surgir sempre pessoas pedindo por informações traduzidas de material importado antigo ou novo e nem todos interessados em aprender inglês para continuar jogando.

Embora o fato de ter ou não produtos traduzidos não interfira nos meus jogos, entendo a necessidade da opção para um público que não deseja ou não pode se dedicar a aprender uma outra lingua. Acredito que a versão traduzida no minimo taz muitos interessados (e quem sabe alguns maios dedicados ou "sérios" como disse o Allian) para o hobby, mesmo que os nacionais sejam livros inferiores a versão importada.
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Re: Sessão 16: Traduções

Mensagem por DM Rafael em Sab Mar 07, 2009 12:47 pm

Brenno escreveu:Não sei se a propaganda foi o grande diferencial para o ad&d quando veio, pois já havia um grande número de jogadores de xerox que "compraram a idéia" de uma versão nacional, assim como os que haviam conhecido o d&d via caixa preta ou Aventuras Fantásticas (Eita livrinhos bacanas para iniciantes).
Cara, sabe uma série de livros que conheci antes do rpg? Enrola e desenrola! Ela era bem parecida com os livros-jogos, mas não tinha ficha nem dados, simplesmente escolhíamos o caminho da personagem principal. Acho que foi minha primeira experiência "rpgistica", e ajudou muito pouco anos depois quando eu e meus irmãos começamos a jogar o D&D (caixa vermelha!).
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Re: Sessão 16: Traduções

Mensagem por Brenno em Sab Mar 07, 2009 3:33 pm

DM Rafael escreveu:[ Cara, sabe uma série de livros que conheci antes do rpg? Enrola e desenrola! Ela era bem parecida com os livros-jogos, mas não tinha ficha nem dados, simplesmente escolhíamos o caminho da personagem principal. Acho que foi minha primeira experiência "rpgistica", e ajudou muito pouco anos depois quando eu e meus irmãos começamos a jogar o D&D (caixa vermelha!).

Hummm, essa série segue o mesmo princípio das Aventruras Fantásticas (Exceto pela ausência da rolagem de dados), mas me recordei de uma série 100% nacional que usava uma dinâmica muito parecida (escolha de ações e resolução em páginas aleatórias) que também foi meu pré-rpg: Os livros da coleção Eu detetive da Stella e Lais Carr (até onde li haviam uns 3 ou 4), onde interpretavamos o papel do personagem Eu numa turma de jovens que faziam investigações (todos com nomes estapafúrdios... Só faltava o cachorro/animal de estimação para ser como as equipes de mistério da TV). Cada livro-jogo tinha mapas e os capítulos do livro apresentavam informações de cada um dos locais a serem visitados aleatoriamente.

http://comprar.todaoferta.uol.com.br/veredas-eu-detetive-o-caso-do-sumico-stella-carr-66VFXFCEXI#rmcl

Pus acima o link da versão que li na minha adolescência, e recomendoa quem tiver interesse por este tipo de jogo.
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Re: Sessão 16: Traduções

Mensagem por Allian em Sab Mar 07, 2009 3:54 pm

Brenno escreveu:mas com certeza o público maior da Devir e outras editoras (Ou deveria ser) não são os jogadores que lêem e compram material em inglês (me incluo nestes) e sim quem não lê ou prefere ter/ler os produtos em Português

só pra comentar: o maior problema da devir é que esse grupo de pessoas é muito pequeno! me diga alguem que não sabe inglês, que gosta de rpg e que gaste dinheiro em livros da devir, mesmo sabendo que tem erros de tradução? pode até existir esse mercado (acredito eu que a maior parte dele é de pessoas que preferem o livro em português), mais a devir querer vender para esse publico que ja é bem menor do que publico de livros normais, lançar material porco( que ja corta o publico pagante) e depois colocar a culpa no mercado falando que é pequeno? por favor. meus livros são 80% em inglês (mais de 60 livros só de rpg). te garanto que se o material nacional fosse bom e fosse efetivamente publicado, eu tinha comprado todos em pt-br. isso porque pra mim independe ler em inglês ou em português.

sobre as experiencias que cada um teve antes de entrar em contato com o rpg de mesa, eu vou ser apedrejado, mais paciência. meu primeiro contato com rpgs foi MMORPGs (que eu ainda jogo até hoje) >_<"
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Re: Sessão 16: Traduções

Mensagem por Brenno em Dom Mar 08, 2009 11:02 am

Allian escreveu: sobre as experiencias que cada um teve antes de entrar em contato com o rpg de mesa, eu vou ser apedrejado, mais paciência. meu primeiro contato com rpgs foi MMORPGs (que eu ainda jogo até hoje) >_<"

Sei não viu Allian... Acho que neste forun minoria em termos de iniciação sou eu, rsrsrsrs... Mas gosto de alguns mmorpgs, embora não goste quando os rpgs de papel (essa definição para mim continua sendo estranha) se baseiam neles
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Re: Sessão 16: Traduções

Mensagem por Marcelo Dior em Dom Mar 08, 2009 1:04 pm

A premissa de um RPG é interpretar um personagem numa situação imaginária. Mas muita gente se esquece de outra premissa do RPG, talvez por não estar contida na sigla: jogo coletivo. Um RPG é um jogo coletivo, não se joga RPG sozinho. Por isso o RPG de um videogame não é RPG — só se chamam assim no Japão porque no jogo se ganha XP, mas essa não é a definição de RPG; jogo coletivo é a definição de um RPG.

Nos MMOs que conheço (ou MMORPG, como preferirem) você só consegue extrair o máximo do jogo — sem falar em vencer a maioria das missões — com um grupo de personagens ao seu lado. Então, que interessa se o jogo ocorre on-line, através de conexões elétricas? Você está interpretando um personagem, que interage num ambiente imaginário, e o faz com outrem. É RPG.

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Re: Sessão 16: Traduções

Mensagem por Allian em Dom Mar 08, 2009 4:05 pm

(qual era o assunto do topico mesmo? xD precisamos começar a fazer pautas, que nem no podcast =P)

bom, muita gente critica mais eu sou fã incondicional de wargames, jogos online, rpg e computação. o resultado é o mmorpg. embora eu goste deles na mesma medida que o rpg "tabletop game" os mmos tem o problema de que nenhum ainda me pareceu ideal. sempre tem algo na mecanica que estraga o mmo. ja no rpg você usa a regra zero e lobotomiza a mecanica Smile
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Re: Sessão 16: Traduções

Mensagem por Brenno em Dom Mar 08, 2009 10:19 pm

cimmerian escreveu:A premissa de um RPG é interpretar um personagem numa situação imaginária. Mas muita gente se esquece de outra premissa do RPG, talvez por não estar contida na sigla: jogo coletivo. Um RPG é um jogo coletivo, não se joga RPG sozinho. Por isso o RPG de um videogame não é RPG — só se chamam assim no Japão porque no jogo se ganha XP, mas essa não é a definição de RPG; jogo coletivo é a definição de um RPG.

Nos MMOs que conheço (ou MMORPG, como preferirem) você só consegue extrair o máximo do jogo — sem falar em vencer a maioria das missões — com um grupo de personagens ao seu lado. Então, que interessa se o jogo ocorre on-line, através de conexões elétricas? Você está interpretando um personagem, que interage num ambiente imaginário, e o faz com outrem. É RPG.

Concordo com o primeiro paragrafo em parte e discordo em parte do segundo... No primeiro, completaria com outra premissa igualmente importanter: Não é uma competição e não há vencedores ou perdedores entre os participantes. Já no paragrafo seguinte, tenho para mim que nem todo jogo eletrônico que exige cooperação requer intepretação (o mesmo para muitos mmorpgs), sendo que na maioria o incentivo continua sendo na premiação (seja de xps ou poderes maiores). Há exceções claro (mais no sentido de possibilitar dialogos livres entre os jogadores), mas creio que ainda falte aos jogos nesse estilo uma programação mais "casual e inteligente" para reproduzir a interpretação que temos com jogos de mesa.
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Re: Sessão 16: Traduções

Mensagem por Dreamer em Seg Jul 13, 2009 11:22 am

Séculos depois eu finalmente ouvi o episódio (tenho ouvido pelo tema e nao pela ordem, tanto aqui quando o Rolando 20). E, correndo risco de repetir muito que já foi dito, gostaria de comentar sobre o episódio.
Eu ouvi vozes semana passada e adorei Very Happy
então passou a ser meu aúdio no carro enquanto vou e retorno do trabalho. Moro longe nesses subúrbios do rio e uma viajem é o tempo exato para curtir os assuntos em pauta no Vozes.
Infelizmente meu primeiro comentário nao é bom.
Apesar de ter gostado de TODOS até hoje, este em si me pareceu vazio e foi um assunto que deixei pra ouvir com carinho... pois me interessava MUITO.
Deu pra ver que todos sabiam o assunto e já experimentaram problemas com ele, mas podiam ter tudo anotado, todos os exemplos e comentários.
E deu pra notar que o Marcelo Dior estava deveras satisfeito com o assunto mas mesmo essa não tão secreta satisfação atrapalhou um pouco, pois ele não conseguia esquecer a Devir. Chamou Ediouro de Devir, Wizards de Devir, e ficou parecendo mesmo que foi um episódio pra falar mal da Devir.
Enfim, é um episódio antigo e eu apenas precisava comentar, mesmo que tardiamente.
Queria citar dois erros aqui. Um da Devir onde os poderes do ladino citados no Guia rápido de referencia tem nomes diferentes do Livro do jogador. Eu, como iniciante ainda qu fosse fácil entender que o Floreio dissumulado era o mesmo que floreio ardiloso, não seria tão simples compreender que Golpe ágil e golpe decidido eram o mesmo poder. Achei primeiramente que estavam faltando poderes enfim, confundiram a cabecinha de um novato.
O outro foi nas legendas de LOST (campeãs de erros). John Locke conversando com o Widmore e esse homem lhe pergunta se Locke havia sido expulso da ilha por conta dos acontecimentos. Ao que ele responde.
"I choose to leave" e a legenda diz "Eu escolhi viver (live)" TOTALMENTE fora de contexto inclusive.

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