Sessão 39: Versus

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Re: Sessão 39: Versus

Mensagem por BIG em Sex Out 16, 2009 10:47 am

cimmerian escreveu:Então você concorda que maturidade não tem nada a ver com experiência.

Hummm... deixa eu pensar... RB era experiente, mas não era maduro... Eu, quando mestrava no inicio, não era maduro nem experiente...

Eu amadureci primeiro ou fiquei mais experiente primeiro? Acho que no meu caso, eu primeiro ganhei experiencia, depois amadureci... mas aí varia de pessoa à pessoa, não?

Quem jogaria/mestraria melhor? Um adulto maduro ou um adolescente experiente (no jogo)?
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Re: Sessão 39: Versus

Mensagem por Marcelo Dior em Sex Out 16, 2009 10:56 am

[quote=\"Rodrigo \"Big\"\"]Quem jogaria/mestraria melhor? Um adulto maduro ou um adolescente experiente (no jogo)?[/quote]Minha opinião? Um adolescente experiente. Você, maduro, cabelos brancos, banguela, uma pessoa séria e respeitável, não tem nada a ver com o arcabouço de recursos que tem (a experiência) ao jogar RPG (ou para dirigir um carro). Os temas serão diferentes, entre o jogo que joga você, barbado e de bengala, e você, espinhento e punheteiro? Definitivamente. Você, adolescente, quereria jogar uma adaptação de Crepúsculo em Vampiro: O Réquiem, ter um personagem como o Eragon no Dungeons & Dragons; você maduro (ponha uma idade aqui, 30, 40?) vai querer jogos que remetam a Tom Clancy, enfrentar dilemas filosóficos durante a Segunda Guerra Mundial.

E porque de tudo isso? Porque os temas e os gostos de um adolescente dão diferentes de os de uma pessoa de trinta, assim como deste são diferentes de uma pessoa de quarenta. Tolice achar que você vai gostar dos mesmos assuntos aos 50 que gostava aos 20. E, se você hoje gosta exatamente do que gostava aos 14, tenho medo de você.

Agora, um jogador de RPGque começou a jogar com 14 e foi até os 34 com o RPG como seu principal passatempo, digo, não é um jogador casual, mas hardcore, pode correr em volta de um cada de 34 anos que acabou de começar. Nosso amigo jogador de RPG por três décadas é, então, mais maduro que sua contraparte que acabou de começar? Por quê?

Agora, se estamos falando de maturidade não em geral, mas maturidade no jogo.... também discordo. O que é ser maduro no jogo? No meu dicionário, é não fazer bico quando o DM dá mais XP para outro jogador, é não fazer birra porque seu personagem falhou num teste, é entender que seu personagem não sabe algo que ele, como jogador, sabe; é não dar rizadinhas de menininha quando o GM diz que o jogo se passa na Pomerânea.... todos atributos de uma pessoa madura na vida como um todo. Um ser imaturo vai fazer bico em qualquer situação da vida em que outrem forem melhor premiados que ele, fará birra se falhar em alguma provação, não entenderá o conceito de metajogo em qualquer jogo (provavelmente rouba dinheiro do banco no Banco Imobiliário) e, certamente, ri porque uma região do globo chama-se Pomerânea.

E experiência geral corresponde a experiência no jogo? Bem, se sim, então o Michael Schumacher deve tirar crítico em todas as rolagens de Direção.


Última edição por cimmerian em Sex Out 16, 2009 11:03 am, editado 1 vez(es) (Razão : acréscimo do último parágrafo.)

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Re: Sessão 39: Versus

Mensagem por BIG em Sex Out 16, 2009 11:02 am

Shocked

Estou confuso... deve ser a gripe... drunken
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Re: Sessão 39: Versus

Mensagem por Marcelo Dior em Sex Out 16, 2009 11:14 am

Acho que estou perdendo o foco aqui. Ao fim e ao cabo, quero dizer que a necessidade de um conjunto de regras que estimule a interpretação independe de maturidade, é questão de gosto, e talvez de experiência com jogos de RPG.

Em experiência, eu me refiro a costume, familiaridade com o jogo e outros jogos. Você fica mais à vontade com um jogo, pode descobrir que precisa (ou gosta) de regras para direcionar sua interpretação, ou não. Tendo você 13 ou 30 anos de vida. Não é maturidade que vai lhe dizer isso.

Eu não sei se eu preciso de regras de interpretação, mas sei que eu gosto delas. Gente que não precisa delas não é mais maduro que gente que precisa, pelos motivos que já regurgitei nas várias postagens acima.

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Re: Sessão 39: Versus

Mensagem por BIG em Sex Out 16, 2009 11:53 am

Humm... concordo que um moleque imaturo de 17 anos que munchinkiniza no 3d&t pode interpretar melhor do que um cara de 40 anos que nunca jogou RPG (aka Rubens Barrichello!!! Very Happy )
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Re: Sessão 39: Versus

Mensagem por DM Rafael em Sex Out 16, 2009 12:23 pm

Acho que a grande confusão do debate (que eu adorei, por sinal) se deu porque Marcelo, Taz e Netão estavam discutindo quatro coisas diferentes, que certamente influenciam na partida de RPG mas não tem relação direta uma com a outra. São elas:

1) A experiência de jogadores com sistemas de jogo ou com o ato de participar de sessões de jogos;

2) A maturidade do jogador para perceber que tudo não passa de uma brincadeira entre amigos e que não vale a pena se pegar em pequenos detalhes de regras ou bonificações (ou penalidades) para se divertir;

3) Aptidão ou interesse para o drama X desapego a interpretação e amor aos dados;

4) Sistemas de jogo bem construidos.

Não vou perder muito tempo falando de experiência, maturidade e drama. Mas gostaria de citar que jogo basicamente com o mesmo grupo por mais de 20 anos. Os mais novos entraram a cerca de 10 anos. E no grupo todos são bem experientes, mas temos jogadores muito imaturos, a ponto de que, recentemente, excluimos um da nossa lista de e-mail de jogos para evitar perder a amizade.

Temos jogadores que não me preendem muito a regras e preferem o aspecto cinematográfico do RPG (sim, senhor Paulo Antunes, estou falando de você Cool ) e temos jogadores combeiros, advogados de regras (e alguns são bachareis em direito mesmo!), roladores maníacos de dado e que não despensam um bom drama no jogo!

Agora no que compete a regras, acho que ai sim podemos criticar e meter o dedo na ferida! :twisted:

Cada sistema de RPG foi projetado com um foco em mente. Seja esse foco proporcionar cenas heróicas de fantasia, seja ser o mais genérico e detalhado possível para comportar vários cenários diferentes.

Em D&D não temos um sistema que premia desvantagens com bônus na ficha. E faz sentido dentro do seu contexto, porque é para ser um jogo heróico. Qualquer diferença cosmética que uma personagem tenha, é exatamente isso: aparência. Fluff, se preferir. Não importa se seu Fighter é caolho ou desdentado. Ele vai continuar dando o mesmo dano, não terá penalidades de percepção ("seu olho terá que valer por dois") ou diplomacia (apesar de ser bem provável que ele já tenha valores baixos por natureza).

Sistemas como o antigo Storyteller buscavam a simplicidade nas regas, com o intúito de facilitar a vida de narradores e jogadores, que precisariam ser preocupar menos com as resoluções de dado e mais com a história. Mas no caso específico do ST, isso não funcionava simplesmente porque o sistema era mal feito. E ou invés de ajudar, dava mais trabalho ao narrador.

Bom, mas já estourei meu horário de almoço. Mais tarde termino o pensamento. Em todo caso, já expus muito do que penso. Alguém discorda muito do que coloquei sobre os quatro pontos?

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Re: Sessão 39: Versus

Mensagem por PsicoPlayer em Sex Out 16, 2009 12:46 pm

A í Rafael!

Você falou muito do que eu ia dizer! Temos que separar e delimitar os conceitos.

Pra começar, concordo com o que você falou sobre maturidade e acrescento mais ainda... Entende como maturidade psicológica que está associada principalmente a sua capacidade de sair de um egoísmo infantil e perceber que o mundo todo não gira a sua volta. Portanto, podemos falar que um jogador maduro, seja em RPG, ou seja, no que for, pode ser exemplificado por aquela pessoa que entende que todos estão ali para se divertirem e não que os outros estão lá para diverti-lo. Portanto, essa pessoa vai preferir tomar decisões que promovam o lazer do grupo, mesmo que às vezes em prejuízo próprio.

Experiência é outra coisa e se refere ao seu aprendizado de algo. Então podemos falar de jogadores ou mestres experientes em um ou diversos sistemas e isso independe de eles serem ou não maduros.

Quanto à parte de Interpretação x Dados e sistemas que contemplem ou não regras para interpretação, caímos no meu comentário sobre GNS.
Temos que entender qual o propósito/abordagem daquele jogo, se ele é mais Gamist como D&D, se é mais Narrativist como Storyteller/telling ou mais Simulationist como GURPS. E a partir daí veja a sua preferência, o seu gosto como player e se reúna com um grupo que melhor lhe apeteça.

Se o que eu curto mais é rolar dados, é ter regras mais objetivas que me dêem melhor a sensação de jogo no RPG, é bem provável que eu precise de um sistema que tenha regras para interpretação para que eu interprete mais no jogo. Já se eu sou um cara mais fã de contar uma boa história, tendo ou não tendo regras eu vou querer interpretar meu personagem, muitas vezes até em detrimento dos combos e munchikins que eu poderia fazer e aí, talvez, não seja a melhor opção pra eu jogar um D&D que enfatiza tanto esse aspecto.

Bom... Também tô em horário de almoço... rs
Mais tarde eu volto pra ver como as coisas continuam... rs

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Re: Sessão 39: Versus

Mensagem por Arquimago em Sex Out 16, 2009 1:46 pm

Eu ja sai pela tangente como disse a varios posts atráz.

É uma questão de combinar ambos e muito muito mais de conhecimento e depois relfetir sobre tudo que aprendeu e seu comportamento em jogo, para saber se vai precisar, gostar, abominar, etc as regras de interpretação.

Agora quanto a seguir o que você mesmo decidiu, vou concordar com o Allian, Shogun (e teve mais gente, mas não lembro) o ambiente vai influenciar MUITO nisso. Por mais que você tenha decidido seguir a regra X de interpretação, você pode ficar bem intimidado, envergonhado de fazer isso em um shopping.

Ha sim e o sistema não deve obirgar a isso, afinal não se sabe quando um iniciante vai jogar o dito cujo e talvez naquele momento de pouco embasamento teorico as regras de interpretação sejam um dilima para ele. Seja por ter timides seja porque ele não quer fazer, talvez ele só queira rolar dados.

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Re: Sessão 39: Versus

Mensagem por Allian em Sex Out 16, 2009 2:48 pm

eu vou concordar com o DM rafael. mais pra mim ainda tem um quinto elemento: desenvoltura. um jogador com desenvoltura e sem maturidade, vai falar muito, falar alto, rir muito, mais agir de modo idiota. ja o contrario faria um jogador aceitar rolagens, evitar metajogo, se comportar na mesa, mais não abrir o bico.

maturidade se ganha com idade e com experiencias de vida. tem sempre os que nunca amadurecem, mais paciência. ja desenvoltura é ganho jogando e se acustumando com a situação. há outras formas de se obter desenvoltura, e as vezes um jogador pode ter desenvoltura mesmo antes de de começar a seção de jogo, embora seja comum uma pessoa com desenvoltura travar na primeira mesa ante a situações ou grupos estranhos.

eu acredito que a diversão se deve aos 5 fatores: um jogador ideal, seria um misto dos 5 fatores, tanto pro mestre quanto pro jogador. qualquer um desses que falte vai fazer o jogador ser "annoying" (esqueci como se fala em pt-br).

já falando de sistemas: eu acredito que o importante em um sistema é cobrir as regras de coisas que não são fixas. não precisa de um regra pra conversar com o taverneiro, isso é algo "fixo na cabeça de todos". ja combate é algo que cria divergências como "eu acertei?" "eu consigo bloquear o soco?" "eu posso pular nele?" e por ai vai. alem disso, eles devem ser claras, o mais simples (na medida do possível) e principalmente bem organizadas. senhor dos aneis não decolou pq tinha regra escrita em caixa de "nota de rodapé"! nesse ponto eu reclamava muito tambem do old WoD. você lia o capitulo de combate 15 vezes, começava a partida e no meio do jogo tinha um combate. você não fazia a minima ideia de por onde começar. sempre.

na minha cabeça, um sistema tem que funcinar da seguinte forma: jogue uma partida simples. se surgir um caso em que a regra não cobre, não da pra resolver simplesmente com "aconteceu isso" e o mestre tem que improvisar, ta faltando regra. se por outro lado tiver uma regra, e o grupo tiver que discutir a regra um minuto que seja, ela não esta clara o suficiente. se você tiver que procurar regras com frequencia no livro e demora pra achar, ta faltando organização do livro.

nesse ponto eu gosto muito da 4E. nunca nenhum novato que eu conheci ja se perdeu pra jogar 4E, salvo algumas situações mais obscuras tipo pericia esconder-se. mais essa com um mestre mediano é um minuto pra resolver.
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Re: Sessão 39: Versus

Mensagem por BIG em Sex Out 16, 2009 3:00 pm

Tou curioso pra saber a opinião do Marcelo sobre os "Quatro Pontos do Rafael" e sobre o "Quinto do Allian"...
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Re: Sessão 39: Versus

Mensagem por Rodrigo "Akatsu" em Sex Out 16, 2009 4:01 pm

è não aguento mais de curiosidade e de falta de tempo para ouvir o "Versus"
esses posts estão super quentes ^^
vou ouvir logo.



By Akatsu.
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Re: Sessão 39: Versus

Mensagem por Samuel DW em Sex Out 16, 2009 6:03 pm

Sobre a maturidade, essa discussao começou sem querer, quando o taz disse que pra um mestre menos maduro era melhor se apoiar nas regras para incentivar a interpretaçao, ele tava se referindo a experiencia de jogo, não a maturidade como caracteristica psicologica.

Concordo plenamente com ele, um mestre EXPERIENTE (que foi oq ele quis dizer com maduro) ja sabe (ou pelo menos tem noçao) das consequencias que isso va acarretar (se será ruim para os personagens ou se algum player ira achar isso ruim e etc) um mestre INEXPERIENTE (e não imaturo) não sabe se a decisao de tirar xp, nao permitir que o jogador faça isso, ou punr de alguma outra forma trará bons frutos.

Ou seja, pra ele seria melhor se espelhar em regras, ja que as mesmas foram testadas para que no geral dessem certo.

A discussao nao chegou a um fim por q as palavras experiencia e maturidade foram meio que trocadas, levando a discussao para um lado que nao era o foco (perfil psicologico e se maturidade tem a ver com desenvoltura ou timides na mesa

O netao, rodolfo e taz nao vao postar não?
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Re: Sessão 39: Versus

Mensagem por Samuel DW em Sex Out 16, 2009 6:07 pm

samueldw escreveu:Sobre a maturidade, essa discussao começou sem querer, quando o taz disse que pra um mestre menos maduro era melhor se apoiar nas regras para incentivar a interpretaçao, ele tava se referindo a experiencia de jogo, não a maturidade como caracteristica psicologica.
]

Resumindo: A culpa é do taz Very Happy Very Happy Very Happy Very Happy lol!
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Re: Sessão 39: Versus

Mensagem por Allian em Sex Out 16, 2009 6:09 pm

não era do cobbi?
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Re: Sessão 39: Versus

Mensagem por Marcelo Dior em Sex Out 16, 2009 6:44 pm

Rodrigo "Big" escreveu:Tou curioso pra saber a opinião do Marcelo sobre os "Quatro Pontos do Rafael" e sobre o "Quinto do Allian"...
Eu acho que a separação da discussão em pontos ou elementos é uma abordagem válida, mas podemos separar a conversa em outros elementos também. O DM Rafael separou muito bem, e para o propósito de seu próprio entendimento. Discordar dessa organização e propor outra em seu lugar seria um exercício de futilidade.

Acho que o ponto extra do Allian é uma reorganização dos pontos 1, 2 e 3 do DM Rafael, adicionado da interpretação do PsicoPlayer — basicamente, uma reorganização para seu próprio entendimento, tão válida quanto a outra. Eu não separaria os dilemas desta discussão nem de um jeito, nem de outro, mas acho bem legar ver como outrem destrincham uma seqüência de idéias e as reorganizam de modo ordenado. E não posso fazer outra coisa além de concordar, inclusive com o que o Arquimago disse.

E, sim, a culpa é do Taz. (Curti isso)


Última edição por cimmerian em Sex Out 16, 2009 7:13 pm, editado 1 vez(es) (Razão : Acréscimo do último parágrafo.)

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Re: Sessão 39: Versus

Mensagem por Arquimago em Sab Out 17, 2009 8:38 am

Ei li as letrinhas miudas!!!! rsrsrsrs lmao lmao (tadinho, mas que é legal é, hehehehe)

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Re: Sessão 39: Versus

Mensagem por Brenno em Sab Out 17, 2009 4:14 pm

Caramba... Esse tema esta rendendo bastante.

De tudo que foi dito, so discordaria um pouco do aspecto das "coisas fixas/ não fixas" pelas regras mencionadas pelo Allian, ja que para mim nem sempre fica tão claro quais situações precisam ou não do apoio de regras.

Imagino a infeliz imcumbência dos designers que são obrigados a tentar resolver problemas mecânicos do jogo e por isso mesmo prefiro confiar no aprendizado de mestre e jogadores para administrar, mas isso ja foi bem dito pelos demais.
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Re: Sessão 39: Versus

Mensagem por Allian em Sab Out 17, 2009 4:40 pm

De tudo que foi dito, so discordaria um pouco do aspecto das "coisas fixas/ não fixas" pelas regras mencionadas pelo Allian, ja que para mim nem sempre fica tão claro quais situações precisam ou não do apoio de regras.

pra mim só existem duas situações: ou o resultado do evento é claro / é dado pela interpretação ou o evento pode ter mais de um resultado (e ai entra o fator mecânico do sistema).

você pode dar um exemplo de alguma situação que não é clara se é necessária uma regra ou não?
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Re: Sessão 39: Versus

Mensagem por Brenno em Sab Out 17, 2009 5:34 pm

Acho que a questão neste ponto Allian é sobre os critério para avaliar quais as situações serão decididas pelo acaso ou pela interpretação, aliás um ponto discutido na edição sobre dados que gostaria de ter ouvido a opinião do Marcelo.

Nas mesas de que participei ao longo do tempo, ja encontrei jogadores e grupos que preferiram resolver negociações não combativas e situações de maior teor de roleplay com algumas ou muitas regras para refletir o aleatório e outros que preferiram o combate ou testagens de habilidades feitos apenas no roleplay, com a descrição definindo os resultados. As vezes em sistemas que não cobriam adequadamente o lado das regras ou do roleplay.

Decidir o que usar ou não (aleatoridade ou intepretação... Neste caso, interpretação não é necessariamente igual a roleplay, mas sim uma leitura subjetiva da situação) nem sempre vai ser bem respondido pela coesão das regras a meu ver

Enfim, apesar de correr o risco de parecer "efeito Chacrinha" (não estou aqui para explicar e sim para confundir), sou dos que preferem não se desgastar em busca de um sistema perfeito para cobrir a risca meu tipo de proposta , mas reconheço que existem boas ou melhores opções para varios estilos de jogos, mas que mesmo estes raramente cobrirão todos nossas intenções.
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Re: Sessão 39: Versus

Mensagem por Allian em Sab Out 17, 2009 6:59 pm

ah, mais ai entra a proposta do cenario/sistema e o foco do mesmo. nesse tipo de situação (normalmente isso só acontece com interações sociais entre jogadores ou npcs) o melhor é simplesmente usar o que for mais confortável para o sistema.

eu pessoalmente prefiro a abordagem hibrida. eu uso muito a seguinte house rule: o jogador na minha mesa pode optar por rolar o dado ou fazer a interpretação. eu dou uma escala de 1 a 20 dependendo de argumentos, interpretação e tambem por evitar uso de metajogo. essa pontuação substitui o dado, acrecento os bonus normais e sigo com aquele valor. claro que eu geralmente peço que eles interpretem caso rolem os dados, mais isso faz com que jogadores que gostem de roleplay e que sejam criativos consigam um sucesso mais seguro ao mesmo tempo que não priva um jogador iniciante ou "travado" de obter sucesso.
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Re: Sessão 39: Versus

Mensagem por Brenno em Sab Out 17, 2009 7:28 pm

Sua solução é boa, embora no meu caso eu prefira o que menos "travar o jogo".

Se as regras derem conta e me satisfizerem, ótimo, se não, priorizo a subjetividade para não acabar num debate juridico de regras (tendo a recomendar o mesmo quando sou jogador). A proposta de jogo e o estilo do grupo tambem ajudam nessa decisão, claro.
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Re: Sessão 39: Versus

Mensagem por PsicoPlayer em Dom Out 18, 2009 11:43 am

Bom Galera...

Não querendo ser o chato que vai tacar mais lenha no fogo, quando a fogueira já está pra apagar, mas este último ponto levantado pelo Brenno e o Allian, traz à tona outra situação que já vi discutida em um outro podcast do VTT...

O fato de permitir que em interações sociais os jogadores consigam sucesso/bônus pela interpretação/argumentação mais convincente/coerente, bem como, que eles resolvam enigmas e charadas com sua própria inteligência, acaba sendo um forma de furar o sistema... Pois, sendo assim, vou colocar todos os meus pontos em atributos físicos e ficar totalmente defasado nos sociais/mentais, visto que esses eu posso resolver, não como personagem, e sim com minhas próprias habilidades reais...

Na minha opinião, toda ação que não seja totalmente livre de dúvidas quanto a sua realização, deveria ser submetida ao teste correspondente, (seja de perícia/atributo/habilidade de acordo com o sistema) e INDEPENDENTE do resultado ser ou não bem sucedido, o jogador deveria interpretá-la da melhor forma possível, não de acordo com suas características e capacidades pessoais, mas sim, conforme as características e capacidades do personagem. Digo mais ainda, a interpretação deveria ser feita mesmo antes da rolagem dos dados, e aí, depois de ver a interpretação e ver o resultado dos dados, caberia ao mestre narrar a reação dos NPCs, explicando como e por que eles estão reagindo positiva ou negativamente, conforme as regras do sistema.

Aí você vai dizer: quer dizer que o se o cara fizer uma interpretação ridícula, totalmente de má vontade, mas tirar um bom resultado no dado eu vou, mesmo assim, considerar como sucesso a ação dele?
Eu digo: depende.

Você como mestre, na seguinte situação: em combate, um jogador rola um crítico na jogada de ataque, mas faz uma interpretação meia-boca, ou nem sequer interpreta, dizendo apenas: "Pegou! É crítico, hein? Não preciso nem rolar o dano!". Você dá alguma penalidade pra ele por falta de interpretação?
Se não, também não acho que deveria penalizá-lo, quando ele fizer uma interpretação ruim, ao tentar convencer um nobre a lhe fornecer armamentos, por exemplo.
Agora, se sim, acho que então, também deve penalizá-lo mesmo pela interpretação meia-boca, mesmo que ele tenha rolado um crítico.

É claro que de tudo isso o mais complicado é delimitar exatamente quais são essas ações que "não são totalmente livre de dúvidas quanto a sua realização"... Para mim, cabe simplesmente ao bom senso do mestre julgar quando é e quando não, mas outros podem discordar...

E depois que escrevi todo esse post, me veio um insight de que, em grande parte, a essência do que estava proposto na discussão desse episódio do podcast era: penalizar/bonificar ou não pela deficiência/proficiência de interpretação é algo a ser definido pelo mestre ou deve estar contemplado nas regras do sistema?!

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Última edição por PsicoPlayer em Dom Out 18, 2009 6:47 pm, editado 1 vez(es) (Razão : Corrigida a grafia da palvra "INDEPENDETE")
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Re: Sessão 39: Versus

Mensagem por Marcelo Dior em Dom Out 18, 2009 1:44 pm

Hahaha!

Esse é o assunto da sessão 41, que vai ao ar semana que vem. Você realmente é um PsicoPlayer.

Uma pena nenhum de nós, durante a discussão que virá, ter pensando em seu excelente argumento:
PsicoPlayer escreveu:Você como mestre, na seguinte situação: em combate, um jogador rola um crítico na jogada de ataque, mas faz uma interpretação meia-boca, ou nem sequer interpreta, dizendo apenas: "Pegou! É crítico, hein? Não preciso nem rolar o dano!". Você dá alguma penalidade pra ele por falta de interpretação?
:agree:

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Re: Sessão 39: Versus

Mensagem por Brenno em Dom Out 18, 2009 3:53 pm

Mas veja bem Psicoplayer, quando falei do julgamento mais subjetivo de resultados falava de situações em que as regras do sistema não cobrem plenamente ou não cobrem.

Tambem concordo que a primeira providência deveria ser usar o que o sistema de regras te oferece como parâmetro para julgar cada situação (como a situação que você apresentou) mesmo que as regras não cubram bem a situação que precisa ser avaliada por assim dizer.

Ainda assim, alego que ocorrem situações (sociais ou não) que nem sempre podem ser devidamente amparadas pelas regras, sejam como "bússola" ou como diretriz e foi para estes casos que recomendei sim a subjetividade baseada na coerência e num certo acerto com o grupo (Comigo, como disse antes, uso o que facilitar o fluxo da historia nestes casos). Veja que não estou falando apenas de interações sociais, mas sim de situações em geral onde as regras não são precisas ou não fornecem meios para uma boa resolução.

A premiação em termos de xp pelo roleplay é apenas um exemplo que mesmo na 4E não vejo como algo bem resolvido, mas esse sempre foi um calcanhar do d&d a meu ver ja que o xp por roleplay nunca pode ser bem definido (a proposta do DMG2 me parece mais ponderada para resolver isso, mas tambem não apreciei).
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Re: Sessão 39: Versus

Mensagem por Brenno em Dom Out 18, 2009 4:12 pm

PsicoPlayer escreveu:E depois que escrevi todo esse post, me veio um insight de que, em grande parte, a essência do que estava proposto na discussão desse episódio do podcast era: penalizar/bonificar ou não pela deficiência/proficiência de interpretação é algo a ser definido pelo mestre ou deve estar contemplado nas regras do sistema?![ ]'s Ronaldo

Humm, aí vem o grande dilema...

Considero muito complicado como expus estabelecer regras precisas para o roleplay, inclusive porque ao aceitar que o sistema é quem deve definir tudo sobre roleplay estariamos de certa forma admitindo que:

- É preciso um certo "talento artistico" para se jogar, logo apenas pessoas com tato teatral se sairiam bem e quem não gosta ou não sabe representar dessa forma esta fora.
- É preciso sempre ter regras para qualquer coisa que se disser e fizer no jogo, logo não temos espaço para improviso nem para livre escolha de mestre e jogadores ja que tudo tem de ser devidamente controlado.

Para mim este dilema é o limite que considero importante existir no rpg, pois nos dá margen para alterar, criar algo que mais nos satisfaça sem romper as regras (ao menos muito), por isso falei que ja deixei de buscar perfeições em termos de sistema e que ja não me incomodo com bugs e imperfeições como antes.
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