Sessão 36: Guerra!

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Prelúdio: A história dos embates no Pico do Sol (parte 2de2)

Mensagem por Marcelim em Sex Out 23, 2009 12:00 pm

A essa altura nenhum dos lados tinha condições de errar. Eu podia ver. Os garous perderam muitos e cada um deles era raro o bastante para que não se desejasse perder mais um sequer. Os malditos não podiam esperar que mais seguidores de Gaia chegassem, precisavam retomar o território perdido. Uma situação de impasse surgiu, instável e temporária... era a calmaria antes da tormenta que decidiria quem seria o vencedor. Pensaram que o próximo embate seria o último, mas estavam errados.
Dois meses se passaram, cada lado reuniu seus aliados e concentrou suas forças. Agora era uma questão de iniciativa. Quem iria atacar primeiro? Quem iria deflagrar o novo combate? Os garous se mantiveram em prontidão, pontos para a batalha, mas seu ímpeto havia mudado. Desde o Terceiro Embate muitos tinham caído e isso afetara o espírito de boa parte dos guerreiros. Os mais novos que assistiram seus irmãos caírem às dúzias, que carregaram seus corpos esquartejados e que tiveram a dor da perda cravada em seus corações, agora titubeavam na marcha, mesmo tentando não demonstrar isso aos seus líderes. Os mais velhos e sábios consideravam o número de baixas até ali enorme e começavam a se questionar se realmente valeria a pena perder outros tantos no Pico do Sol, defendendo um enigma que nem mesmo conheciam, por isso também titubeavam na marchar, mesmo tentando não demonstrar isso aos seus liderados.
E então um urro de batalha foi dado e o Quarto Embate começou! Cada lado pôs em prática sua estratégia. Os malditos, numa ação típica de sua índole compulsiva, lançaram toda a horda de maculados numa só direção: o topo do Pico do Sol. Esperavam me matar rapidamente e finalmente corromper O Brotar, como pretendiam fazer desde o início. Foi uma manobra suicida, pois deixando suas trincheiras no sopé da montanha, logo seriam interceptados pelos garous no cume, sem chance de escapatória. Recordo-me bem... o chão tremia. Eles queriam O Brotar e por alguma razão aqueles enlouquecidos não se importaram com a morte certa e irracionalmente marcharam até o alto.
Já os lobos foram mais sábios em sua estratégia. Nos tempos de impasse, contataram em segredo os Uktena, tribo garou de renome entre os espíritos, que despertaram momentaneamente o espírito da montanha, num ritual de proporções colossais, digno do Irmão Mais Velho. Convenceram o titã de areia e rocha a erguer-se contra seus algozes, provocando tremores de terra que impediram a escalada dos malditos. A manobra dos generais garous foi perfeita, premeditaram bem a ação do inimigo e a anularam no momento certo, agora bastava caçar sem piedade os malditos desguarnecidos. A vitória era eminente!
Foi então que o céu escureceu de súbito. Todo o Pico do Sol ficou coberto por uma neblina densa e púrpura. Ninguém podia ver além de um palmo diante do próprio nariz, nem mesmo com visão olfativa, pois a neblina cheira a pimenta. Provocava também uma lancinante irritação nos olhos, impedindo-os de ficar abertos. Um chiado agudo e alto, como uma fera em agonia, percorreu a extensão do lugar. E quando, da mesma forma repentina, tudo aquilo sumiu, os malditos não estavam mais dispersos e vulneráveis, mas sim aglomerados no centro de seu poderoso caern profano, na face cortada da montanha, às bordas do Buraco Infernal, a fonte de seu poder. Foi como se tivessem se teleportado. Ninguém sabe como fizeram aquilo, nem mesmo eu... Mas foi esta ação que salvou-lhes a vida e estendeu a guerra para mais a diante.
Os lobos se reagruparam, confusos com aquele fato insólito e frustrados por perderem a chance de vencer. Seus generais gritaram e os organizaram, formando fileiras que envolveram os malditos remanescentes, amotinados em seu refúgio. Desde então instaurou-se O CERCO! Lá, na linha tênue do cerco, garous e malditos observaram o céu, atônitos. Eu, mais uma vez, daqui pude ver. Suspenso no ar, bem sobre o Buraco Infernal, pairava uma forma grotesca, uma esfera gigante em forma de olho, toda feita de prata, de onde saiam duas assas que batiam pausadamente. A emanação da Wyrm que vinha dela era evidente, aquela coisa estava lá ao lado dos malditos. Apenas depois descobriu-se que ela era o novo totem do caern corrompido e somente depois foi batizada pelos garous de Olho-Prata. Se o Olho criou a neblina e salvou os seus lacaios, isso ninguém sabe ao certo, mas é evidente que desde então vem protegendo seu território, ao mesmo tempo em que vigia e intimida os lobos.
De lá para cá muitas décadas se passaram e várias atitudes foram tomadas, de ambos os lados, mas o cerco jamais se desfez. Primeiro os garous lutaram, mas não foram capazes de cruzar a linha limítrofe do cerco. Depois recuaram e mantiveram os malditos sob quarentena. Então os agentes da Wyrm, com o uso de rituais sombrios, ataram o espírito da montanha e ergueram muralhas ao redor de seu território, criando um verdadeiro forte, envolto daquela mesma estranha neblina. Por sua vez, os Uktena e demais tribos também lançaram mão de seus ritos e aumentaram a espessura da película de toda a região, estrangulando à força o Buraco Infernal e aprisionando os malditos na penumbra. Depois os garous recolheram e guardaram todas as Pedras-do-Sol da região, para que nunca mais atraíssem a atenção dos ambiciosos, e desviaram o Rio Gaia que fornecia água e gnose para o caern inimigo. Por fim, os lobos decidiram acirrar o cerco e criaram caerns ao redor dos malditos, a fim de exauri-los e intimidá-los mais e mais. Além de muitos outros rituais e alianças espirituais realizadas ao longo dos anos, para aumentar a proteção em ambos os lados. A única coisa que não mudou foi o cerco e a presença assustadora do Olho-Prata no alto do caern da Wyrm, voando acima da neblina púrpura, donde pode ser visto e também pode ver tudo, inclusive eu...
Um dia o cerco será rompido e haverá o Quinto Embate; este sim o último desta guerra no Pico do Sol... Isso eu sei!

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Última edição por Marcelim em Sex Out 23, 2009 12:12 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Sessão 36: Guerra!

Mensagem por Arquimago em Sex Out 23, 2009 12:08 pm

E o final?!

Vocês jogadram não??? Very Happy Clap Bounce II :agree:

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Re: Sessão 36: Guerra!

Mensagem por Marcelim em Sex Out 23, 2009 12:14 pm

Jogamos... em Araraquara/SP.
Se quiser, posso contar como a coisa rolou.

Very Happy
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Re: Sessão 36: Guerra!

Mensagem por Arquimago em Sex Out 23, 2009 1:25 pm

POR FAVOR!!! cheers Cute O.K. XD :agree:

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Re: Sessão 36: Guerra!

Mensagem por Tsu em Sex Out 23, 2009 7:02 pm

sim, tá bem interessante
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