Sessão 15: Cenários Contemporâneos

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Sessão 15: Cenários Contemporâneos

Mensagem por Marcelo Dior em Dom Fev 01, 2009 9:25 pm

Em três horas estará no ar — e desta vez no dia certo, êeee! cheers

Com um pouco menos de edição desta vez porque estou do outro lado do Estado, usando um computador emprestado — por isso não deu para cortar muito e ficou um episódio maior que o normal — do tamanho do piloto, acho. Assim, também acabei correndo com a pós-produção; espero que não tenha dado para notar.

Finalmente a sessão sobre os problemas dos RPGs de cenários atuais! afro

(Ilustração e shownotes eu coloco quando estiver de volta a RAO)

O atalho direto para essa sessão é este aqui.


Última edição por cimmerian em Ter Fev 10, 2009 11:41 am, editado 2 vez(es) (Razão : Tópico estava entitulado "cenários modernos". / inserção de hyperlink)

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Re: Sessão 15: Cenários Contemporâneos

Mensagem por Thiago em Seg Fev 02, 2009 11:33 am

não vai ter um forúm para "AS Guerras das Canetas" Very Happy
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Re: Sessão 15: Cenários Contemporâneos

Mensagem por Thiago em Seg Fev 02, 2009 11:45 am

O "...olho do observador" foi infame.
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Re: Sessão 15: Cenários Contemporâneos

Mensagem por Allian em Seg Fev 02, 2009 1:01 pm

to ainda na seção de cartas, mais ja avisando: dava pra trocar o nome forumeiros logo na criação. tanto que o meu é rpgboard.forumbrasil.net
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Re: Sessão 15: Cenários Contemporâneos

Mensagem por Netão em Seg Fev 02, 2009 1:13 pm

Hun... e você foi dizer isso justa agora Allian Shocked

Devia ter estudado melhor a ferramenta.
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Re: Sessão 15: Cenários Contemporâneos

Mensagem por Allian em Seg Fev 02, 2009 1:17 pm

como diz meu amigo da facu, ferrou o nome, www.vai.la

=P

ps.: to morrendo do rir aqui.
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Re: Sessão 15: Cenários Contemporâneos

Mensagem por Doug Alves em Seg Fev 02, 2009 1:50 pm

Então o mais legal pra controlar o cara que é o milionário como vocÊs disseram pra mim fica que o cara não tem condições de gastar todo o dinheiro de um dia pro outro, por exemplo o milionario, simplesmente não pode comprar um jato da noite pro dia isso não existe, (pelo menos na minha realidade hauahauhauahu) e que faz mais senso. Outra coisa importante é , pessoas milionarias, ou gastam muito tempo MANTENDO sua riqueza, ou então ficam " escravas" de grande agencias de investimento que controlam seu dinheiro para elas.Me lembra muito uma cena do filme Hitch - Conselheiro amoroso (o filme é ruinzinhu mas a cena cabe.) onde a moça podre de rica tem que enfrentar uma sala cheia de executivos pra simplesmente conseguir o dinheiro que queria para patrocinar um amigo estilista de moda.

Ou seja , pessoas ricas, tem grandes somas disponiveis a curto prazo que poderiam resolver a compra de materias e tudo mais, mas nem todas as coisas podem ser adquiridas rapidamente com dinheiro, ou não em tempo suficiente para que o problema seja resolvido.

Pelo menos é uma das formas que vejo para neutralizar esse problema. E tb o bom senso do jogador que joga com o milionario, eu gosto de fazer personagens com certo respiro financeiro, mas mesmo assim , pessoas ricas nao gostam de gastar dinheiro pra nada (pelo menos as que realmente gostam do seu dinheiro).

Enfim é so uma opnião
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Re: Sessão 15: Cenários Contemporâneos

Mensagem por Arquimago em Seg Fev 02, 2009 2:02 pm

Tinha um texto gigante que não deu para publicar, porque acabou o tempo de conexão quando eu cliquei em previsualisar, ou seja, textos grandes digitem em outro lugar, ou vocês também ficarão frustrados como eu fiquei...

Resumindo o meu texto.

Falar sobre dinheiro é legal, muitas vezes é uma questão importante. E que não é porque o cara tem dinheiro que ele tem contatos, políticos, no submundo e pode ficar mudando tudo. Tem muitos ricaços por ai que não consegue nem convencer um segurança e outros sem tanto dinheiro são bem temidos pela sua influencia.


E que para mim as questões mais importantes é a visão de mundo e o tipo de jogo. EM grupo deve ter uma conversa, entre todos os membros para definir como é o mundo, o que será narrado de comum ou não e os tipos de PJ’s e aventuras, e já estar conversado como os PJ’s se conhecem ou poderão se conhecer e trabalhar juntos sem o mestre forçar, ou só porque o outro PJ é do outro jogador e amizade dos PJ’s fica forçada.

Não jogue com você mesmo, você pode se assustar e ficar assuntado com seus colegas. Não joguei, mas eu tenho medo de imaginar o que eu faria, dependendo do jogo...

Acho que era isso. Da próxima vez eu digito antes do Word...

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Re: Sessão 15: Cenários Contemporâneos

Mensagem por Allian em Seg Fev 02, 2009 2:29 pm

bom, então vamos la. vou deixar meu comentario aqui que fica mais facil de desenvolver.

eu posso falar em primeira mão sobre esse problema das realidades conflitantes, do background e dos jogadores que querem fazer algo fora do escopo da aventura. e pasmem, tudo em um pj só. (alguem lembra de um comentario a respeito de um monge dentro de uma armadura que comia almas?)

sobre as realidades conflitantes eu ainda não achei uma solução, a ultima vez que eu entrei em debate sobre como a magia funciona no D&D (o pj tinha a visão de tormenta) eu quase levei um murro, então tambem depende do pj saber conversar.

sobre o problema de background, eu to fufu. com certeza meus pais vão morrer la na mesa de lobisomem do netão se isso vir a tona xD brincadeiras a parte, eu normalmente faço um paralelo. em vez do jogador sair da aventura pra resolver o background, o background vem ao jogador. no caso por exemplo da irmã doente. provavelmente alguem da familia fugiu com a irmã e a trouxe até o pj porque eles estão fugindo de algum perigo. e coincide do jogador estar com a cura da irmã. pronto.

sobre o personagem quer fazer algo fora do escopo da aventura, eu concordo. é um problema do sistema. eu tive isso ja com um sistema chamado sigma la do rpgonline (monge de armadura...). acredito que a unica saida é usar sistemas bem fechados. eu fico mais com D&D e WoD (com mais cuidado).

sobre personagem milionario, tem varias formas, mais geralmente eu faço o cara ficar foragido ou com alguma organização vigiando ele. ele pode usar seus recursos, mais alguem vai rastrear ele. ele ainda pode ter contatos com mercado negro, mais isso é mais complicado e muitas vezes não resolve a situação, então os pjs ja passam pra outras soluções.

esqueci de algo?

[note: isto é uma opinião]
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Re: Sessão 15: Cenários Contemporâneos

Mensagem por Netão em Seg Fev 02, 2009 3:03 pm

Nossa, essa história do monge devorador de almas e a do Galactus do Rodolfo são sem dúvida as mais bizarras que eu já ouvi.

Realmente, o fórum tá muito bom mesmo. São várias maneiras diferentes de encarar o problema, e muitas que eu pretendo usar no futuro.

E, estou vendo que não foi uma boa eu ter falado dos meus jogos, agora todo mundo sabe que eu vou chacinar as respectivas famílias. lol!
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Re: Sessão 15: Cenários Contemporâneos

Mensagem por Netão em Seg Fev 02, 2009 3:07 pm

Agora que eu me dei conta....

O nome do fórum tá como Cenários Modernos.. Não seria Cenários Contemporâneos ?
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Re: Sessão 15: Cenários Contemporâneos

Mensagem por Arquimago em Seg Fev 02, 2009 3:12 pm

Não tinha reparado, digo ligado os pontos do nome também.

É que deu preguiça, como falei a naet, não esperou eu terminar de digitar e perdio o texto.

Mas se serve para galaeria de bizarrices, nesse jogo de vampiro tinhamos um tismice, só ocm metade do corpo porque a aprte de baixo era ligada a uma linha de montagem! E tinha um braço da linha nas costas, ele pelo que entendi colocava tudo na linha e diablerizava... o sangue dele era acido só para dois PJ(não o meu) não dialberizarem ele, sei-la se ele tinha quietus mesmo.

E i poir foi dar um sva nele porque eu deu um druto no braço dele das costas, e o corpo ficou preso com um trmba de aguá do poder de netuno de taumaturgia. E por algum motivo que não sei o mestre esqueceu dos outros braços da linha de montagem que poderiam dar trabalho, ficaram lá aprados e o bicho levando tiro e dano agravado das garras do gangrel...

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Re: Sessão 15: Cenários Contemporâneos

Mensagem por Arquimago em Seg Fev 02, 2009 3:13 pm

Esqueci de falar, a ficha dele era um abominação, que tem no final do livro do vampiro antigo.

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Re: Sessão 15: Cenários Contemporâneos

Mensagem por Doug Alves em Seg Fev 02, 2009 3:41 pm

VAI SER LONGO

Peraí, uma leve divagação, se estamos falando de Cenario, estamos falando em ultima instancia de uma serie de paisagens que formam o mundo e como as pessoas interagem com as paisagens, portanto as paisagens do Cenario Comtemporaneo estão baseadas nas paisagens criadas baseada na nossa realidade. Logo nossos cenarios se baseiam nas paisagens criadas no pos grandes guerras logo dentro do movimento moderno de arquitetura e Urbanismo ( arte que cria paisagens ) portanto podemos chamar de Cenario Moderno . huahuahuahua a meu deus quanta besteira.


Outra coisa como arquiteto quase não tem o que fazer na vida, tem um livro vou lembrar o nome e postar aqui Marcelo,e galera, que demonstra toda o contexto urbanistico de Gotham City , que é baseado na cidade de Chicago (claro que os caras viciados em quadrinhos já sabiam disso), que por sua vez é baseado no conceito filosifico da (pasmem que nome inteligente) Na ESCOLA DE CHICAGO de arquitetura,(ps -nao é o nome da escoal mas do movimento) uma arquitetura e urbanismo bastante especifico, então Gotham tem toda essa ambientação e o livro é excelente, vou buscar o nome e passar pra vcs caso vcs não o conheçam.

Quanto ao background do cara trazer algo valido e o jogador fazer com que voce lembre eu acho isso EXCELENTE, e não um problema, claro cria uma situação que vocÊ tem, que administrar, mas poxa, porque não fazer com que os outros personagens se tornem parte do background do jogador, ora, se o cara achou o calice cura tudo da irmã e precisa realmente levar até lá, pq não fazer com que ele convença seus colegas de grupo a ajuda-lo. E de repente isso possa se tornar interressante no meio do caminho algo pode acontecer que enquanto ele e o grupo tentem levar o calice até lá que leve novamente ao PLOT principal enquanto ele resolve o plot de background ( sim é complexo, sim tem que ter planejamento e sim a hora que o cara levantar a possibilidade vc tem que virar e dizer pros players: Galera, hj a sessão vai ficar por aqui, porque varios acontecimentos vieram a tona e eu vou precisar de tempo pra escrever e pensar na campanha)

Fato é não adianta vc forçar (nesse caso citado acima) e querer jogar sem planejamento, pq os pjs tem que entender que vc não ta la pra fazer OQUE ELES QUEREM, e sim pra faze-los SE DIVERTIR.

Eu acho que backgrounds pipocando podem ser uteis ao plot, até pq apresentam desafios pro grupo em geral, até pq a ausencia de um jogador, no grupo em si já representa uma lacuna vazia na unidade que fazia o grupo andar.

Exemplifico : Numa sessão de 3.5 estava eu o paladino do grupo (servidor de Heironeus - Obvio Greyhawk) com um grupo tentando impedir uma feiticeira de acabar com o mundo ( óóóóóó originalidade). mas em determinado momento da campanha, chegamos a uma cidade de orcs barbaros que lutavam do nosso lado,e ia ser atacada por um "exercito de devoradores de mente" liderados por uma general dessa tal bruxa. Uma monge psionica maldita ( vai entender). E essa pequena cidade era a ultima linha de defesa para uma serie de cidades sem chances de se defender por si só. O grupo todo resolveu seguir viajem pra buscar o item necessario a destruir a bruxa e esse paladino decidiu que não, ora o mais obvio era ajudar aquela cidade a se defender afinal muitos inocentes poderiam morrer se aquela cidade caisse, ( isso players de nivel 18) , apos muito quebra pau o paladino fikou pra tras, e o resto do grupo seguiu, numa cena epica paladino e barbaros orcs vencem a batalha, (isso 3 semanas depois pois o mestre fez o que eu disse parou a sessão e pediu tempo pra escrever) . Porém o resto do grupo que partiu no primeiro combate quase se estrupiou pq, eramos em um clerigo um paladino um barbaro um mago e um guerreiro (arqueiro), sem o paladino para ir pra frente para literalmente " apanhar e fikar de pé" ,famoso tanker, no primeiro combate morreram mago, barbaro e quase clérigo. Veja, não é pq era o meu pj, mas a partir do momento que o background ou motivação do personagem faz com que ele parta num solo, ele influencia o grupo e como o grupo lida com isso pode gerar o xp extra (ou nao ) que o personagem em solo receber "a mais" . a historia se enriquece e todos ganham.

pelo menos é assim que vejo

desculpem pela biblia e até breve huahauhauhahua
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Re: Sessão 15: Cenários Contemporâneos

Mensagem por Brenno em Seg Fev 02, 2009 10:57 pm

Saudações,

Nesse episódio, vocês trataram de situações bem delicadas para mestres e jogadores... O mais curioso é que exceto pela questão do acordo no senso de realidade contemporânea, os demais temas a meu ver são bem tipicos de qualquer jogo de rpg e também não vejo soluções generalizáveis.

Acho muito produtivo que futuros episódios sejam sobre estas questões, ou melhor ainda, soluções encontradas por mestres e jogadores para os dilemas.
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Re: Sessão 15: Cenários Contemporâneos

Mensagem por Marcelo Dior em Ter Fev 03, 2009 2:06 am

Doug Alves escreveu:Me lembra muito uma cena do filme Hitch - Conselheiro amoroso (...) onde a moça podre de rica tem que enfrentar uma sala cheia de executivos pra simplesmente conseguir o dinheiro que queria para patrocinar um amigo estilista de moda.
Nossa, essa é uma bela de uma observação. Nunca havia pensado que mais realismo poderia me ajudar num RPG. Tá marcado no caderno.

Agora, sobre bom-senso, como você escreveu,
Pelo menos é uma das formas que vejo para neutralizar esse problema. E tb o bom senso do jogador que joga com o milionario (...)
acho que não dá para contar. Você — e outros participantes aqui — pode até ter noção, bom-senso, mas isso é uma coisa que os pais de quase qualquer jogador de RPG esqueceram de comprar quando fizeram a ficha do moleque. Ou menina (para não ser chamado de machista, lembro que o jogador mais sem bom-senso dos jogos de Domingo aqui em RAO é uma mulher).

Reforço meu ponto com o relato do Allian, que quase levou um na cara num jogo de RPG por causa disso.
Arquimago escreveu:
Tinha um texto gigante que não deu para publicar, porque acabou o tempo de conexão quando eu cliquei em previsualisar, ou seja, textos grandes digitem em outro lugar, ou vocês também ficarão frustrados como eu fiquei...
Hehe, fóruns e webmails não me pegam mais não. De minuto em minuto eu aperto Ctrl+A e Ctrl+C

Talvez isso tenha acontecido porque você está usando o IE. Experimente o Firefox, que ele tende a manter a informação se você "re-loga" ou aperta o botão «página anterior».
Netão escreveu:Agora que eu me dei conta....

O nome do fórum tá como Cenários Modernos.. Não seria Cenários Contemporâneos ?
Ai, cacete! Passei metade do episódio falando errado e agora essa. Maldita modernidade. Peraí que vou ver se tem como editar.

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Re: Sessão 15: Cenários Contemporâneos

Mensagem por Kaijin em Ter Fev 03, 2009 11:07 am

Hail!
Como sempre um tema interessante e conclusões instigantes sobre ele na sessão. Acatando a sugestão de vocês vou tecer meus comentários aqui no fórum que permite o estabelecimento de um diálogo e propicia um ambiente melhor para a troca de idéias.
Concordo com tudo que foi dito e vou ousar dar uma interpretação pessoal para o principal problema identificado e tentar sugerir uma alternativa para solucioná-lo.
Bem, sem me deter muito em filigranas acadêmicas, mesmo porque o conhecimento mais específico exigido ultrapassa o escopo da minha área de formação e nem caberia dentro de uma discussão sobre nosso querido hobbie, existe uma espécie de contrato social entre os membros de um grupo de jogo.
Aliás, a teoria desenvolvida no site The Forge amplia o alcance deste incluindo nele as interações que ocorrem entre os jogadores e que não estejam diretamente ligadas ao jogo em si, tais como: cortesia, transportes, hospitalidade, amizade, etc. Dentro do modelo apregoado por eles existem outros conceitos importantes tal como a exploração, que incluiria dentro dele o cenário e o espaço imaginado comum que representa o conteúdo ficcional produzido a partir da interação dos participantes da mesa de jogo.
Maiores informações podem ser obtidas no site www.darkshire.net/~jhkim/rpg/theory/threefold ou numa tradução de alguns textos publicados na Dragão Brasil nº 121 a 123.
O que importa é que existe um acordo (contrato) entre mestre e jogadores que regula essa relação, ou aproveitando um pouco os termos que utilizaram, cria uma realidade consensual ou um pacto de realidade a partir da síntese da realidade imaginada ou possuída por cada um dos seus componentes.
Daí o cerne da questão trata sobre qual o percentual de cada realidade pessoal irá ser utilizada na formação dessa nova realidade.
No caso de cenários fictícios que possuem uma ambientação muito distante da nossa, cenários históricos, que possuem elementos desconhecidos ou que mantém pouco contato com o conhecimento possuído pelos jogadores o mestre de jogo se encontra numa posição muito mais favorável, com um poder de negociação muito maior na celebração desse contrato.
Assim, como os jogadores não têm condições de exercer uma influência maior, dá ensejo a um verdadeiro contrato de adesão, onde o mestre estabelece praticamente todas as condições e aos jogadores só resta aderir ao que foi convencionado pelo mestre. Não há grande espaço para contestação.
Já quando falamos de uma cenário onde todos os membros do grupo partilham o conhecimento sobre seus elementos básicos, os jogadores acabam participando mais na formação dessa realidade consensual.
Agora, esta participação não é ruim, mas desde que direcionada a impulsionar o jogo à sua finalidade principal: criar entretenimento divertido e saudável através da criação de uma estória coletiva. O que ocorre é que muitas vezes as discussões se detêm em questões menores e detalhes que não tem qualquer importância para o desenrolar da estória como discutir se determinada rua tem mão dupla quando os personagens sequer irão utilizá-la.
Acredito que o melhor seria aproveitar os benefícios que um cenário contemporâneo propicia, tal como a maior familiaridade dos jogadores em relação a elementos do cenário, mas deixar claro que ainda sim se trata de um ambiente ficcional inspirado no local real, onde o esqueleto é o mesmo, mas a consistência dos músculos, tecidos e órgãos é diferente. Trocando em miúdos, se a aventura se passa em São Paulo ainda existirá metrô e conterá as mesmas linhas e estações, mas os detalhes da estrutura física destas últimas, quando importantes para a estória serão definidos pelo mestre sem se preocupar em chegar a tal nível de simulação do real.
O mesmo vale para determinados parâmetros do mundo real aplicados ao mundo de jogo. O sistema judiciário do cenário segue os mesmos princípios adotados no mundo real para criação dos sistemas judiciários contemporâneos, típicos de nossa época, como garantia de defesa, presunção de inocência, dignidade do ser humano, etc; mas a forma como esses mesmos princípios irão se manifestar vai ser diferente e da forma que melhor se mostrar para a estória. É exatamente o que as séries e filmes de tribunais fazem, você não vai ver um deles que se passa na época contemporânea utilizando tortura num tribunal para arrancar uma confissão, ou uma mulher ou negro não poder figurar como testemunhas, mas os detalhes do julgamento são aqueles que proporcionam maior entretenimento.
Bem, como de costume viajei demais...rs. Abraços.
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Re: Sessão 15: Cenários Contemporâneos

Mensagem por Tsu em Ter Fev 03, 2009 11:32 am

O doug deu uma sugestão legal para os personagens multimilionários. O produto nem sempre pode estar disponível naquela hora, ou ele demora para chegar.
Eu também fico ameaçando os players caso eles gastem muito. No storyteller, se eles ficarem comprando muito, eu ameaço tirar uma bolinha de riqueza. Os inimigos também podem destruir as propriedades desse personagem, fazendo com que perca mais bolinhas de riqueza.
Outro problema dos ricaços, é que um personagem pobre, que está no mesmo grupo, vai acabar se beneficiando da riqueza, mesmo tendo ganhado pontos para ser pobre (em Gurps). E é esquisito que o rico ande com o pobre.
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Re: Sessão 15: Cenários Contemporâneos

Mensagem por Tsu em Ter Fev 03, 2009 11:44 am

também tive esse problema de jogar em cidades conhecidas. Criei até a TsuCity, uma cidade inglesa, tão pequena que não consta nos mapas do google map (olha a tecnocracia escondendo a verdade). A cidade com a maior concentração de magos da inglaterra (devia ter uns 20 magos), isso sem contar vampiros, lobisomens, wraiths, demonios, etc. Parece aquelas cidades de seriados, tipo Smallville, onde a cada semana aparece um maluco novo com poderes do meteoro.
Já mestrei jogo de Wraith, Mago e Gurps, ambientados em SP. Aí vira e mexe, player fala: "pow, mas esse shopping tem um corredor nesse lugar que vc tá falando".
"A igreja da candelária tem rampa e não uma escadaria interminável" - qdo falei que a tal igreja era um nodo de sofrimento, pois ficava no topo de um morro muito alto e o único acesso era a escadaria. Sendo q, por muitos anos, os fiéis tinham q subir e sofrer a cada degrau galgado, carregando suas cruzes.

Mas uma rápida conversa com eles, resolveu a coisa toda.
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Re: Sessão 15: Cenários Contemporâneos

Mensagem por Carlos M. em Ter Fev 03, 2009 11:47 am

Caramba! São muitas discussões interessantes ao mesmo tempo.

Eu, antes de ter contato com vocês(maestros e ouvintes do Vozes e Rolando 20), achava que os jogadores de RPG mais jovens, eram desinteressados e cabeças ocas. Mas agora vejo que não, e que na verdade são mais espertos que muitos de minha geração.

Sobre o episódio: a questão do pacto de realidade, de forma bem trabalhada pelo Kaijin, me parece o âmago do trabalho de mestres e jogadores(em qualquer cenário ou universo e ainda mais nos contemporâneos). Percebo o quanto é útil a sincrônia de pactos de realidade para início do jogo/campanha/crônica. Contudo não é possivel acertar completamente todos os aspectos da realidade convencionada, fazendo com que desencontros se apresentem durante o correr da estória, principalmente em relação ao que o Kaijin chamou de "questões menores e detalhes que não tem qualquer importância para o desenrolar da estória".
Para lidar com isso acredito que é importante na construção do pacto de realidade um pressuposto de que em qualquer dúvida o mestre tem razão; mesmo em uma realidade consensual o mestre assume o papel de juíz da fantasmagoria, e os jogadores devem aceitar o juizo do mestre mesmo em assuntos não antes determinados na compactuação da realidade do jogo.
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Re: Sessão 15: Cenários Contemporâneos

Mensagem por Allian em Ter Fev 03, 2009 1:05 pm

eu acho que isso recai no ponto de bom senso que tanto falta na nossa bendita sociedade. eu sou ambos, mestre e jogador. e mesmo mudando de papel, eu sei que se o mestre bate o pé dizendo que determinado ponto da realidade usada vai na contramão com algum ponto da minha realidade subjetiva, o mais sensato é acatar pois eu não sei quais os planos do mestre e possivelmente aquele detalhe vai figurar no desenlace da cena. concordo que algumas vezes, isso pode frustrar o plano engenhoso de certo pj, mais ele tem que aprender a acatar, uma vez que o mestre esta ali para divertir a ele e aos pjs (salvo exceções).

eu acredito, como mestre, que um mestre somente ira discordar sobre algo no jogo quando necessário, pois se o fato é irrelevante para o esquema geral e não for muito absurdo, é vantagem deixar o jogador satisfeito. ja quando é relevante, é o jogador que deve ceder. eu aprendi ao longo do tempo, que a melhor forma de fazer um pj entender isso é simplesmente fazendo com que o jogador em questão mestre uma partida. é impressionante como jogadores aprendem a ceder depois de mestrarem um pouco.

ta ai meus 2 cents
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Re: Sessão 15: Cenários Contemporâneos

Mensagem por Marcelo Dior em Ter Fev 03, 2009 1:13 pm

Allian escreveu:eu acredito, como mestre, que um mestre somente ira discordar sobre algo no jogo quando necessário, pois se o fato é irrelevante para o esquema geral e não for muito absurdo, é vantagem deixar o jogador satisfeito. ja quando é relevante, é o jogador que deve ceder.

Eu vou além, baseado também em minha experiência como DM e jogador. Não há o menor problema em o jogador informar ao DM a respeito de um elemento da realidade do qual do DM não se dá conta — isso não tem problema. Só a decisão se isso é relevante que recai sobre o narrador. Digamos que o GM diga que o carro do vilão dobrou a esquina, e o PC fala, "estamos na Rua Principal à altura do prédio da CTBC, não é? Então eu corro pela travessa para chegar à outra rua e interceptar o veículo!". Aí o mestre decide se "nossa, é mesmo, tem uma travessa nesse quarteirão" e deixa o PC fazer isso, ou não, se é importante que o vilão fuja.

Mas aí eu acho mais fácil que o carro do vilão siga por outro caminho, ou algo interrompa a corrida do PC pela travessa, ou o carro do vião simplesmente suma, ou qualquer outra coisa. Eu procuro várias alternativas que podem ser disfarçadas como se eu já as esperasse/tivesse previsto. Dizer "nesse mundo não tem travessa ali" é o último recurso, geralmente só reservado para jogadores realmente muito chatos.

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Re: Sessão 15: Cenários Contemporâneos

Mensagem por Arquimago em Ter Fev 03, 2009 1:35 pm

Concordo depois que mestrei um pouco, mudou MUITO minha forma de ver as coisas, inclusive que eu gostava mais de mestrar.

E que meu mestre atual, não gostava muito, na verde ele confessou que mestrava por falta de escolha...

Acho que todos deviam mestrar e jogar, só para sentir o clima. Mas se a pesssoa e turrona, como um certo cara que os maestros falaram(ju..), ai acho que não tem concerto mesmo...

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Re: Sessão 15: Cenários Contemporâneos

Mensagem por Allian em Ter Fev 03, 2009 1:48 pm

eu deixava o jogador correr pela travessa. a pé, a unica coisa que ele poderia fazer seria atirar/usar algum poder (dependendo do sistema). nesse caso eu simplesmente fazia o vilão atirar nele (errando de proposito) para encobrir a fuga.

tem varias formas de fazer esse tipo de situação se resolver sem apelar para mudar o mundo. acho que ai vai da capacidade do mestre improvisar.

acredito que o maior problema realmente é que em um mundo contemporâneo os pjs tem acesso a certas informações. em um mundo medieval, livros de romances da epoca dificilmente ajudam pois tem magia figurando no meio e etc. logo se o mestre leu os livros do cenario, ele tem o topo do que da pra saber sobre aquilo (salvo certas exceções) e a palavra final tem mais peso. ja no contemporâneo...
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Re: Sessão 15: Cenários Contemporâneos

Mensagem por Kaijin em Ter Fev 03, 2009 2:07 pm

Hail!

Concordo com o Carlos M. que existem muitos assuntos interessantes sendo discutidos ao mesmo tempo dentro do tópico, assim fica difícil das a atenção merecida a todos eles. Very Happy

Quanto ao problema do personagem milionário, concordo com as opiniões do Doug Alves e do Allian e penso ainda que sempre há o reverso da moeda, os benefícios que tal condição dá geralmente ficam mais evidentes, mas também existem seus problemas.

Além da existência de eventuais intermediários entre o milionário e sua fortuna, como bem destacou o Doug, não se pode esquecer que, caso tenha obtido sua riqueza por meios lícitos, certamente é uma pessoa que se destaca no meio social e, portanto, pode ser reconhecida com muito mais facilidade, tornando muito difícil sua tentativa de não chamar a atenção quando realizando pessoalmente determinada ação.

Do mesmo modo, o personagem e sua família são alvos em potencial não só dos antagonistas principais da estória, como de qualquer outro aproveitador existente no mundo de jogo, ainda que não ligado diretamente à campanha, tais como: sequestradores, assaltantes, etc.

Prá completar, rastrear os passos do milionário podem ser mais fáceis, uma vez que além de poderem checar sua conduta ainda podem dar uma olhada em sua movimentação financeira e contábil. Aliás, a compra inexplicável de armamento experimental de uso exclusivo das forças armadas e que apareceu na contabilidade da empresa do milionário como aquisição de lote de frutas pode dar início a uma investigação por algum órgão governamental sobre a licitude da operação ou até sobre o eventual envolvimento do personagem no mundo do crime.

Caso a origem de sua fortuna provenha de meios ilícitos, sua situação é mais complicada ainda, pois pode ser alvo de investigações, rivais gananciosos, etc.
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